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Já que temos que engolir o carnaval, entao que seja com um samba de qualidade...

Cartola era um homem simples que ao longo de mais de cinco décadas construiu um dos legados musicais mais importantes do cancioneiro nacional. Ele compôs e cantou o amor como ninguém. Seu ritmo era o samba...

 

Angenor de Oliveira, o Cartola, nasceu no dia 11 de outubro de 1908, no Rio de Janeiro - mais precisamente no bairro do Catete.

Aos 8 anos de idade, já desfilava em blocos carnavalescos de rua. Aos 11, por problemas financeiros, foi morar com a família no morro de Mangueira. Começou a trabalhar muito cedo. Foi tipógrafo e pedreiro. Aliás, foi na época em que trabalhava em obras que surgiu seu apelido – por causa do chapeu coco que usava durante o serviço para evitar que seu cabelo ficasse sujo de cimento.

Cartola foi expulso de casa pelo pai aos 17 anos de idade. Sozinho, o jovem Angenor envolveu-se com várias mulheres, adoeceu e deixou de trabalhar. Recuperado, juntou-se a mais seis amigos para criar a primeira escola de samba do subúrbio carioca – a Estação Primeira de Mangueira. Em 28 de abril de 1928,

Nos anos 40, sua vida entraria numa fase negativa. Ficou viúvo, contraiu meningite e trocou o morro da Mangueira pela Baixada Fluminense. Curado, voltou a viver no morro e começou a namorar dona Euzébia Silva do Nascimento, a famosa dona Zica - irmã da mulher do compadre Carlos Cachaça.

Dona Zica nasceu em 1913. Conheceu Cartola ainda na infância, nos desfiles dos blocos carnavalescos de rua. Cartola pertencia aos Arrepiados, enquanto dona Zica era do Bloco do Seu Júlio. Foram se reencontrar depois de muitos anos, em 1952. Casaram-se depois de 12 anos juntos, em 1964. Passaram por dificuldades financeiras, abriram com mais dois sócios um restaurante chamado Zicartola e desfrutaram juntos momentos inesquecíveis. Dona Zica foi fundamental na vida e na carreira de Cartola. Outra paixão: o Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. O mestre de Mangueira, durante os dez primeiros anos, foi o compositor oficial dos sambas enredo da escola.

 

Cartola, no entanto, nem sempre se relacionou bem com a Mangueira. Durante os anos de 1949 e 1977, ele sequer desfilou. Os motivos eram sempre os mesmos: divergências com os diretores da Escola, que em várias ocasiões teriam transformado a escola num reduto eleitoreiro.

Cartola morreu de câncer em 30 de novembro de 1980,

 

Cartola só conseguiu realizar seu sonho de gravar um disco em 1974, aos 65 anos de idade. Sua vida conturbada e a falta de oportunidades fizeram com que sua obra só fosse conhecida oficialmente num disco lançado pelo produtor Marcus Pereira. Apesar de ter sido famoso nos anos trinta, reconhecido nos anos setenta e muito querido por todos (em destaque com o maestro Radamés Gnattali), Cartola nunca recebeu consideração à altura de sua obra. Nas duas últimas décadas, muitas foram as homenagens póstumas prestadas a ele por artistas como Beth Carvalho, Alcione, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Leny Andrade, Cazuza e Marisa Monte

 Escrito por Sininho às 10:08 PM
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O marido da esposa rs.. + um modernista da gema.

**ver link na foto

Ismael Nery

(Belém PA 1900 - Rio de Janeiro RJ 1934)

Nasceu em Belém do Pará, em 1900. Nove anos depois, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, mesmo ano da morte de seu pai. Em 1915, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes. Viajou pela Europa em 1920, onde estudou na Academia Julian, em Paris.

De volta ao Brasil, trabalhou como desenhista da Seção de Arquitetura e Topografia da antiga diretoria do Patrimônio Nacional do Ministério da Fazenda, onde conheceu o poeta Murilo Mendes que se tornaria seu grande amigo. Em 1922, casou-se com a poetisa e jornalista Adalgisa Ferreira, que se transformou em modelo constante em suas obras. Dessa união nasceram dois filhos. Nessa época realizou obras de tendência expressionista. Em 1924 ilustrou o livro Contos e Poemas Bíblicos, de Nelson Catunda. Seus poemas foram publicados postumamente na revista A Ordem, números de fevereiro e abril, por iniciativa de Murilo Mendes.

Em 1926, deu início ao seu sistema filosófico de fundamentação católica e neotomista, denominado por Murilo Mendes de Essencialismo. Sabe-se que a abstração de tempo e espaço fundamenta suas idéias principais. No entanto, Ismael Nery nunca chegou a escrever sobre elas. Apenas depoimentos de amigos e alguns poemas seus referem-se a essa filosofia.

Em 1927 fez nova viagem a Europa, onde entrou em contato com Chagall e outros surrealistas. Sua obra plástica sofreu, também, a influência metafísica de De Chirico e do cubismo de Picasso. Seus temas remetem-se sempre à figura humana. São retratos, auto-retratos e nus. São ausentes os temas nacionais, indígenas e afro-brasileiros. Nery seguia uma orientação menos regionalista, considerada por ele limitada.

Dedicou-se a várias técnicas aplicadas em desenhos e ilustrações de livros. Foi, também, cenógrafo. Nos últimos anos de vida escreveu muitos poemas, tendo destruído sua maioria. Sua esparsa, porém significativa obra poética vincula-se à segunda geração do Modernismo. Murilo Mendes escreveu sobre seus poemas: "o germe da poesia, essencial ao teu ser, se prolongará através das gerações." Mendes preservou alguns desenhos e poesias de seu amigo, tendo sido responsável pela redescoberta de Nery nos anos 60.

Em 1931, contraiu tuberculose. A partir daí, suas figuras tornaram-se mais viscerais e mutiladas. Em 1934, aos trinta e três anos de idade, morreu no Rio de Janeiro.

Em 1946 ocorreu a publicação de oito de seus poemas na Antologia de Poetas Brasileiros Bissextos Contemporâneos, organizada por Manuel Bandeira. 



 Escrito por Sininho às 3:17 PM
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Essa tinha personalidade forte. rs...

*** veja curiosidades no link da foto.

Adalgisa Nery (1905 - 1980) nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Casou-se com o pintor Ismael Nery aos 16 anos de idade, passando a conviver com intelectuais da época, entre os quais Manuel Bandeira, Murilo Mendes, Aníbal Machado e Jorge de Lima. Com o falecimento de Ismael (1900-1934), inicia sua carreira literária publicando seu primeiro trabalho em 1935, na Revista Acadêmica, passando a contribuir com vários periódicos. Em 1940, casou-se com Lorival Fontes, que foi nomeado embaixador do Brasil no México. Com isso, a escritora passou a freqüentar a elite intelectual daquele país, tendo sido retratada por Diogo Rivera e amiga de Frida Kalo. De volta ao Brasil, após sua separação, iniciou sua carreira como articulista política, tendo escrito, de 1954 a 1966, uma coluna diária no jornal Última Hora sob o título "Retratos sem retoque". Foi eleita deputada por dois mandatos — 1962 e 1966. Foi cassada pela Junta Militar, em 1969. Deprimida, faleceu em um abrigo de idosos, no Rio de Janeiro.

 

Filme conta a vida de Adalgisa Nery

É Ismael e Adalgisa, nome do média-metragem que mistura ficção e documentário, dirigido pela videomaker Malu de Martino. A grande estrela da produção é a mulher do artista Ismael Nery, a escritora e poeta Adalgisa Nery (1905-1980), cuja incursão pela literatura, jornalismo e política é esmiuçada na tela. Ismael é interpretado pelo ator Murilo Rosa. Ao longo dos 33 minutos do filme, ele aparece apenas para referenciar o passado de Adalgisa, vivida alternadamente por Samantha Nery (neta da escritora) e por Christiane Torloni. O relacionamento apaixonado do casal é testemunhado pelo poeta mineiro Murilo Mendes (Bruno Garcia), amigo de ambos.

O filme se debruça sobre Adalgisa porque é inspirado em um de seus mais importantes livros, A imaginária, onde ela conta sua vida até a morte de Ismael, aos 33 anos, vítima de tuberculose. A intenção é jogar um pouco de luz sobre Adalgisa para estimular o interesse por sua produção. Embora tenham realizado obras diferenciadas, tanto Adalgisa quanto Ismael mantiveram intensas ligações com a religião e o poder. É compreensível, portanto, que as personalidades de ambos acabem disputando a atenção do espectador.

O filme expõe o boom criativo da escritora logo após a viuvez. Ismael viveu intensamente sua vida. Adalgisa construiu seu nome a partir da destruição, já que só se descobre como escritora depois da morte do marido.

Através de depoimentos dos filhos da escritora, o filme mostra como ela se aproximou da política, em 1940, depois do casamento com Lourival Fontes, chefe do Departamento de Inteligência e Propaganda do governo de Getúlio Vargas. Ao separar-se, nos anos 50, ela continua envolvida com o poder, através da coluna Retrato sem retoques, que assinava no jornal A Última Hora, chegando a ser eleita deputada pelo PSB em 1960 e tendo seus direitos cassados após o AI-5. O personagem de Murilo Mendes (1901-1975) aparece no filme como narrador. Quanto ao suposto romance entre ele e Adalgisa, que se corresponderam durante décadas, é apenas insinuado como um amor platônico. Como uma espécie de amor intelectual.

Algumas obras da autora: O jardim das carícias (1938), As fronteiras da quarta dimensão (1951) e A imaginária (1959).



 Escrito por Sininho às 12:42 AM
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Martins Pena: Teatrólogo. Ironico.

Martins Pena (Luís Carlos M. P.), teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 5 de novembro de 1815.

Era filho de João Martins Pena e Francisca de Paula Julieta Pena. Órfão de pai com um ano de idade e de mãe aos dez, foi destinado pelos tutores à vida comercial. Completou o curso do comércio em 1835. Cedendo à vocação, passou a freqüentar a Academia de Belas Artes, onde estudou arquitetura, estatuária, desenho e música; simultaneamente estudava línguas, história, literatura e teatro. Em 1838, entrou para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde exerceu cargos, até chegar ao posto de adido à Legação do Brasil em Londres. Doente de tuberculose, e fugindo ao frio de Londres, veio a falecer em Lisboa, em trânsito para o Brasil.

De 1846 a 1847, fez crítica teatral como folhetinista do Jornal do Commercio. Seus textos foram reunidos em Folhetins: A semana lírica. Mas foi como teatrólogo a sua maior contribuição à literatura brasileira, em cuja história figura como o fundador da comédia de costumes. Desde O juiz de paz da roça, comédia em um ato, representada pela primeira vez, em 4 de outubro de 1838, no Teatro de São Pedro, até A barriga de meu tio, comédia burlesca em três atos, representada no mesmo teatro em 17 de dezembro de 1846, escreveu aproximadamente 30 peças, quase tantas obras quantos anos de idade, pois o autor tinha apenas 33 anos quando faleceu. O caráter geral de todas as suas peças é o da comédia de costumes. Dotado de singular veia cômica, escreveu comédias e farsas que encontraram, na metade do século XIX, um ambiente receptivo que favoreceu a sua popularidade. Envolvem sobretudo a gente da roça e do povo comum das cidades. Sua galeria de tipos, constituindo um retrato realista do Brasil na época, compreende: funcionários, meirinhos, juízes, malandros, matutos, estrangeiros, falsos cultos, profissionais da intriga social, em torno de casos de família, casamentos, heranças, dotes, dívidas, festas da roça e das cidades. Foi, assim, Martins Pena, quem imprimiu ao teatro brasileiro o cunho nacional, apontando os rumos e a tradição a serem explorados pelos teatrólogos que se seguiriam. A sua arte cênica ainda hoje é representada com êxito.

Algumas obras: O juiz de paz da roça, comédia em 1 ato (repr. 1838); A família e a festa na roça, comédia em 1 ato (repr. 1840); O Judas em sábado de aleluia, comédia em 1 ato (repr. 1844); O namorador ou A noite de São João, comédia em 1 ato (1845); O noviço, comédia em 3 atos (1845); O caixeiro da taverna, comédia em 1 ato (1845); Quem casa quer casa, provérbio em 1 ato (1845); e diversas outras comédias e dramas. Foram reunidas no volume Comédias, editado pela Garnier (1898) e em Teatro de Martins Pena, 2 vols., editado pelo Instituto Nacional do Livro (1965). O volume Folhetins. A semana lírica (1965, ed. MEC/INL), abrange a colaboração do autor no Jornal do Commercio, de agosto de 1846 a outubro de 1847

 



 Escrito por cabelinho de fogo às 3:33 PM
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Rainha do Teatro: Cacilda Becker

Cacilda na peça Adorável Júlia

Cacilda Becker Yáconis (paulista de Pirassununga, nascida em 6 de abril de 1921) era a "mãe" da classe teatral, aquela que protegia os colegas das arbitrariedades do regime militar contra a liberdade de expressão. Mas foi, principalmente, uma das atrizes mais brilhantes do teatro brasileiro. Em 30 anos de carreira, encenou 68 peças, onde fez interpretações apaixonadas que poucos dizem ter visto igual. Teve uma rápida passagem pela companhia Os comediantes, de Ziembinski, e logo depois foi para o Teatro Brasileiro de Comédio, o TBC, onde ficou dez anos. Saiu em 1958 para montar sua própria companhia, Teatro Cacilda Becker, que dirigiu até o final da vida.

Ela costumava dizer que foi a infância miserável que a transformou numa mulher forte. O pai abandonou a família e a mãe, uma professora primária, criou as três filhas - Cacilda, Cleyde e Dirce - sozinha, com muita dificuldade. Mudaram-se para Santos, litoral de São Paulo, onde conseguiu vaga para estudar num "bom colégio", mas foi obrigada a sair da sala de aula porque não pagava as mensalidades. A sorte foi ter aprendido a dançar em Pirassununga. Passou a dar recitais para pagar a escola. Dançava descalça; primeira vez que colocou um calçado nos pés foi aos 14 anos.

Uma mulher pequena e magra que, quando pisava no palco, virava um gigante. Ziembinski, com quem Cacilda trabalhou, costumava dizer que a amiga "era uma mulherzinha frágil, que não pesava nada, mas fazia empreendimentos enormes". Trabalhando, Cacilda era disciplinada, sempre a primeira a chegar e a última a sair nos ensaios. Além da miudeza física, tinha uma voz fraquíssima que fazia com que os diretores evitassem que ela precisasse cantar em cena. Numa das vezes, esbravejou: "Vou cantar e ponto final. Sou Cacilda Becker e quando finjo que estou cantando todo mundo acredita." E era exatamente o que acontecia.

Durante o ano de 1968, foi presidente da Comissão Estadual de Teatro, em São Paulo, subordinada à Secretaria de Cultura, mas continuava indo às manifestações contra a censura organizada pela classe teatral. Em 1969, montou a peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, onde trabalhava ao lado do marido, o ator Walmor Chagas. Durante o intervalo de uma apresentação, Cacilda apoiou-se em Walmor e disse suas últimas palavras: "Acho que estou tendo um derrame cerebral." Um aneurisma cerebral fez a atriz sofrer um martírio de 45 dias de internação. Uma multidão de pessoas ficou de vigília durante todo o tempo na frente do hospital. Morreu aos 48 anos em 1969.

EM CENA
· Pega-fogo (1950)
· Longa jornada noite adentro (1958)
· Quem tem medo de Virgínia Woolf? (1965)
· Esperando Godot, de Samuel Beckett (1969)

 



 Escrito por cabelinho de fogo às 12:21 AM
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J. Carlos

Cartunista e ilustrador, J. Carlos nasceu no Rio de Janeiro e soube retratar a vida carioca como ninguém. . Sem nunca ter estudado desenho, abandonou o curso ginasial para dedicar-se à caricatura. Tornou-se um verdadeiro ícone, referência indiscutível para aqueles que estudam o assunto. Colaborou em diversas revistas, como A Avenida, O Malho e Para Todos. Em 1908, trabalhou para a revista Careta. Voltou à Careta em 1935, e lá ficou até falecer, em 1950. Criou personagens típicos do Rio de Janeiro, como o Almofadinha e a Melindrosa. Retratou o Carnaval, as praias, a moda, os modismos e os costumes, num verdadeiro retrato ameno da época. Fez capas e personagens para a revista infantil O Tico Tico, como Lamparina, Juquinha e outros. E uma de suas faces menos conhecidas é a de escultor. Ele fez bustos e estatuetas caricatas de vários políticos.

 

Colaborou com Walt Disney, quando da visita deste ao Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial, desenhando um papagaio como personagem tipicamente brasileiro. Chegou a fazer uma charge do papagaio preparando as malas para ir a Hollywood, para onde J. Carlos havia sido convidado a trabalhar pelo criador de Mickey. Mas desistiu e permaneceu no Brasil. Joe Carioca, criado pela equipe de Disney, voltou para ser produzido no Brasil como Zé Carioca.

Em toda a sua obra, além de provocar o riso, levava o leitor a refletir e a desenvolver um pensamento crítico.

 

J. Carlos retratou a vida boêmia do Rio sem ser um boêmio; era um homem de família, devoto da mulher e dos cinco filhos, e acima dela e deles parecia só pôr uma coisa: o trabalho. Os números são impressionantes: mais de 50 mil desenhos em pouco mais de 48 anos de carreira.

Morreu subitamente em 2 de outubro de 1950, sobre sua prancheta de trabalho na redação da Careta, em Botafogo ( mesmo bairro em que nasceu ).

**Qualquer livro de fale sobre ele vale a pena.!!



 Escrito por cabelinho de fogo às 12:03 AM
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Crisalida

Olha só: esse é o meu projeto musical...

Deem uma olhada no link e digam suas opinioes. Se quiser, podem baixar as musicas. Só tem 2, mas existem outras ja engatilhadas. Valeu. 



 Escrito por cabelinho de fogo às 12:42 AM
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"Meu nome é Villa Lobos !"

Heitor Villa-Lobos, Rio de Janeiro, Brasil, 05/03/1887 - 17/11/1959.

As mais representativas figuras do mundo musical são unânimes ao reconhecer a importância do maestro e compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos. Basta observar a grande quantidade de material publicado, inclusive em línguas estrangeiras, sobre sua vida e obra.

  Carioca, Heitor Villa-Lobos nasceu em 5 de março de l887 no bairro de Laranjeiras. Seus pais, Noêmia e Raul Villa-Lobos, tinham um lar solidamente estabelecido e desde cedo proporcionaram ao menino, estímulos para desenvolver o que parecia ser uma forte inclinação para a música. Muito cedo aprendeu a tocar violoncelo e clarineta tendo como professor o próprio pai. Todo esse processo entretanto foi interrompido precocemente já que Raul Villa-Lobos morreu com apenas 37 anos, ao contrair varíola.

Desde pequeno, Villa-Lobos era dono de uma vontade forte e indomável. Saiu de casa com 16 anos por estar em desacordo com a mãe, que queria que o filho seguisse a carreira médica. Na verdade ele já havia sido atraído para o mundo da música.

 As viagens que fez por todo o Brasil, onde entrou em contato com a riqueza das manifestações musicais folclóricas brasileiras, tiveram uma influência decisiva na sua obra.

Desde aquele tempo a música de Villa-Lobos já incomodava. Suas melodias tão diferentes da música européia, especialmente da francesa, que os brasileiros gostavam e estavam acostumados a ouvir, causavam muitas vezes verdadeiro escândalo. A aceitação pelo público demorou muito a chegar.
Villa-Lobos foi um compositor essencialmente intuitivo e quase autodidata.
Diferentemente de outros músicos, tinha facilidade e prazer em compor rodeado de amigos - sem se incomodar com o entra e sai de pessoas, com barulho e com conversas -, como realmente fazia quando teve sua própria casa.

Em 1915, Villa-Lobos realizou, no Auditório do Jornal do Comércio, o primeiro concerto dedicado às suas composições. Por essa época, já tinha composto suas primeiras peças para violão, inúmeras peças para música de câmara, sinfonias e os bailados Amazonas e Uirapuru. Seus concertos passaram a ser alvos da crítica, que os considerava "modernos demais" para o público brasileiro. As reações negativas partiram principalmente dos críticos Vicenzo Cernicchiaro e Oscar Guanabarino, destacando-se este como o crítico mais reacionário da obra de Villa-Lobos e da música moderna em geral. À medida que se apresentava em teatros no Rio e São Paulo, suas composições ganhavam notoriedade, passando a ser conhecido como um compositor "moderno e diferente". Na verdade, Villa-Lobos destacava-se como um iconoclasta, um revolucionário que provocava um rompimento definitivo com a música acadêmica, ou "música papel", como ele mesmo denominava.

 Em 1919, a Associação Wagneriana de Buenos Aires organizou um concerto de música de câmara brasileira. Villa-Lobos esteve presente com o Quarteto de Cordas Nº 2, sendo recebido muito bem pela crítica especializada. A partir daí, a carreira do maestro ganhou impulso e reconhecimento.

 Convidado por Ronald de Carvalho e Graça Aranha, o maestro ficou foi o  representante musical da Semana de Arte Moderna. Foi assim que ele estreiou como "modernista", entre vaias e urros de uma platéia atrelada aos modelos tradicionais, apresentando Sonata Nº2, Danças Características Africanas, Quarteto Simbólico e Impressões da Vida Mundana.


 O reconhecimento de seu talento na Europa, tanto pelo público como pelos grandes regentes de orquestra, só se deu no ano de 1927.

Quando regressou definitivamente para o Brasil, em 1930, Villa-Lobos passa a escrever um capítulo inusitado em sua vida. Elabora um ambicioso programa de educação musical e o apresenta à Secretária de Educação do Estado de São Paulo. Trabalha por dois anos nas escolas paulistas e depois volta ao Rio de Janeiro para dirigir a Superintendência de Educação Musical e Artística. Organiza corais de até quarenta mil vozes que se apresentam em grandes concentrações. Sua atividade é intensa. Faz conferências, escreve artigos para jornais. É fundada a Orquestra Villa-Lobos. Tudo isso acontece paralelamente ao seu trabalho de compositor e regente. Em 1942 é criado o Conservatório Nacional do Canto Orfeônico  que durante anos formou professores em pedagogia musical e canto orfeônico.

** Isso é apenas uma peq. amostra. Visitem o site. ver link na foto.**


 Escrito por cabelinho de fogo às 11:47 PM
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ANO NOVO VIDA NOVA... SERÁ?

Tristeza nao tem fim, felicidade sim....

A felicidade é como uma gota de orvalho numa petala de flor,

Brilha tranquila, depois de leve oscila,

e cai como uma lagrima de amor........

Será q compensa sangrar sozinha pra se ter o seu alguem de volta? Mesmo qdo essa pessoa te entende do inicio ao fim e tem a cura pro seu vicio de existir, com toda a saudade q se sente?

É... tentei chorar... e consegui....



 Escrito por cabelinho de fogo às 2:17 PM
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Começa com Oswald, termina com Oswald.

CONTINUA NO PE DE PANO 2

 



 Escrito por cabelinho de fogo às 11:42 PM
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50 anos da morte de Oswald de Andrade. Não podia deixar passar em branco...

A obra de Oswald de Andrade (1890 - 1954) representa um dos cortes mais profundos do Modernismo brasileiro em relaçao à cultura do passado. Paulista, de familia rica, Oswald cursa Direito e ingressa na carreira jornalistica. Em 1911 funda a revista semanal O Pirralho, que com Alcântara Machado e Juó Bananère, dirige ate 1917, quando é fechada. Nesse mesmo ano, em sua coluna no Jornal do Comercio defende Anita Malfatti das criticas de Montero Lobato. Viaja freqüentemente à Europa; faz varias amizades e entra em contato com as vanguardas, trazendo-as para o Brasil, onde assume papel de liderança.

Em 1926, casa-se com Tarsila do Amaral.

Em 1929, sofre forte abalo financeiro com a crise de 29. Em 1930, casa-se com pela quarta vez com Patricia Galvao (a Pagu). Milita nos meios operarios no ano seguinte e ingressa no Partido Comunista, no qual permanece ate 1945.

Oswald sempre foi debochado, ironico e critico, pronto para satirizar os meios academicos ou a propria burguesia da qual fazia parte.

Sem ser ingenuo e ufanista, defendia a valorizaçao de nossas origens, de nosso passado historico-cultural, mas de forma sempre crítica, parodiando, ironizando e atualizando nossa historia de colonizaçao. Ao mesmo tempo que procura captar a natureza e as cores proprias do país, flagra igualmente as contradições moderno-primitivas de nossa realidade.

Rompe com os padrões da lingua literaria culta e busca uma prosodia brasileira, que incorporasse todos os "erros"gramaticais, vistos como verdadeiras contribuições para a definição da nacionalidade.

Quanto à construção dos textos, Oswald cria uma linguagem nova que se caracteriza pela síntese, pelas rupturas sintaticas e logicas, pelas imagens bruscas, pela fragmentação e, as vezes, pela tecnica dadaista do ready-made. Esta pode ser observada em poemas criados a partir da linguagem estereotipada de convites de festas formais por exemplo.

A principal expressão em prosa do escritor são os romances Memorias Sentimentais de João Miramar (1924) e Serafim Ponte Grande (1933), umbilicalmente ligados às ideias dos movientos Pau-Brasil e Antropofagia. Essas obras apresentam o amadurecimento e a radicalização do emprego de certas tecnicas ainda incipientes como a mescla de prosa e poesia, estrutura fragmentaria, estilo elíptico e telegrafico, sátira paródica, linguagem jornalística, aproveitamento de lugares comuns da linguagem cotidiana, como discursos, bilhetes, anotações, cartas, etc.

No teatro, sua contribuição ocorreu apenas na década de 30, com o lançamento de três importantes peças: O Homem e o Cavalo (1934), O Rei da Vela (1937) e A Morta (1937). O Rei da Vela, sem dúvida, a mais significativa, tanto pelas inovações tecnicas que apresenta em relação à epoca, quanto pelo retrato e pela crítica que faz da sociedade brasileira dos anos 30. A montagem dessa peça nos anos 60, impulsionou o surto tropicalista com grande repercussão. No papel inovador de sua criação poetica encontra-se o humor misturado ao lirismo, a piada e a imaginação, os lugares-comuns, a concisão, a fala popular, a caricatura da retórica, a ironia, os flashes cinematograficos, as rupturas sintaticas, a fragmentação, o corte metonímico, a preocupaçao com o visual e a poesia-cartaz - que será mais tarde aproveitado e desenvolvido na poesia concretista; com os poetas Augusto e Haroldo de Campos, Décio Pignatari.

Estará presente tambem no movimento tropilalista. É a vez de a música popular brasileira buscar na sua poesia a raiz antropofágica.

A vida e obra de Oswald de Andrade é bem mais intreressante e complexa do que esse simples resumo. Sei q cometo um assassinato. Nos proximos textos terao mais sobre ele e sua influencia na cultura da epoca. 



 Escrito por cabelinho de fogo às 11:35 PM
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Ana Néri, a primeira enfermeira do Brasil

Ana Justina Ferreira nasceu em 13 de dezembro de 1814, na vila Cachoeira do Paraguaçu, interior da Bahia.

Casou-se aos 23 anos com Isidoro Antônio Néri. Ele era capitão-de-fragata da Marinha e estava sempre no mar. Dessa forma, Ana acostumou-se a ter a casa sob sua responsabilidade. Ficou viúva aos 29 anos, com os filhos Justiniano, Isidoro e Pedro Antônio para cuidar. Os dois primeiros tornaram-se médicos e o último, militar.

Em 1865, o Brasil entrou na Tríplice Aliança, começou a Guerra do Paraguai e os filhos de Ana foram convocados. Sensibilizada com a dor da separação, no dia 8 de agosto ela escreveu ao presidente da província oferecendo-se para cuidar dos feridos de guerra enquanto o conflito durasse. Logo partiu para o Rio Grande do Sul, onde aprendeu noções de enfermagem com as irmãs de caridade de São Vicente de Paulo.

Apesar das faltas de condições, como falta de higiene e de materiais e excesso de doentes, Ana chamou a atenção por seu trabalho como enfermeira por várias regiões por onde passou.

Com recursos próprios, herdados de família, Ana montou uma enfermaria-modelo em Asunción, capital paraguaia sitiada pelo exército brasileiro.

No final da guerra, em 1870, Ana voltou ao Brasil com seis meninas órfãs brasileiras. Foi homenageada e d. Pedro II, por decreto, lhe concedeu uma medalha e uma pensão vitalícia.

Faleceu no Rio de Janeiro em 20 de maio de 1880.

Carlos Chagas batizou com o nome de Ana Néri a primeira escola oficial brasileira de enfermagem de alto padrão, em 1926.

 

Ana Néri tem um significado especial para os profissionais de enfermagem. Ela é pioneira na profissão no Brasil e rompe com o preconceito da época que não permitia à mulher trabalhar fora de casa.

 



 Escrito por cabelinho de fogo às 8:34 PM
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Aeeeee!!!!! Voltei!!!! Ate que enfim,ne?



 Escrito por cabelinho de fogo às 1:12 AM
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ta parado

gente, o blog ta parado pq estou com problemas na internet....
prometo que logo atualizarei os textos. tem muita coisa interessante por vir.
valeu.

 Escrito por cabelinho de fogo às 11:25 AM
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Chiquinha Gonzaga contribuiu imensamente para a formação da nossa musica popular e tantas vezes pioneira. Estava a frente do seu tempo.

Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu em 17.10.1847 na cidade do Rio de Janeiro. Chiquinha recebeu boa educação geral e adequada formação musical. Com 16 anos, em 1863, casa-se com Jacinto do Amaral, 8 anos mais velho, moço de posses e ambiciosos.Tiveram 2 filhos: João Gualberto e Maria do Patrocínio. O casamento não era feliz, pois Jacinto, intransigente, não admitia que Chiquinha cultivasse a música, que tanto amava, no piano que levara no dote. Por fim, Chiquinha separa-se do marido. Deixa então a casa, mas volta porque se descobre grávida de um terceiro filho: Hilário. Pouco depois, contudo, abandona de vez o lar, para escândalo da sociedade patriarcal e repúdio do pai, que a "declara morta e de nome impronunciável".
Nessa ocasião, passa a freqüentar o ambiente masculino e nada recomendável dos músicos populares tornando-se amiga do grande flautista e compositor Calado, considerado o Pai dos Chorões Brasileiros, que muito a estimava. Também se liga apaixonadamente a João Batista, jovem e rico engenheiro de inclinação boêmia, com quem tem uma filha: Alice. Cansada do seu comportamento mulherengo, logo o deixa.

Com o primogênito João Gualberto, vai residir no bairro de São Cristóvão, no Rio. Ministra aulas particulares de disciplinas escolares e de piano. Reaproxima-se do amigo Calado, com quem consegue alunos de piano e a oportunidade de tocar em grupos de choro. Historicamente, é a primeira mulher e o primeiro pianista do choro. Ao mesmo tempo, encontra na composição de músicas outro caminho para algum ganho e expressão de sua arte. Com a primeira música que consegue imprimir, a polca Atraente, em 1877, obtém uma aceitação extraordinária. Daí em diante, fica cada vez mais conhecida à medida que são editadas e, mais tarde, apresenta-as no teatro musicado. No mesmo ano, já com 52 anos, une-se a João Batista, de apenas 16 anos, e o apresenta como filho, solução que julga suficiente para evitar maiores constrangimentos. Malgrado a diferença chocante de idade, foi uma união tão forte que duraria até seu falecimento. É inegável a dedicação e fidelidade vinda de Joao. Famosa e comentada, alvo da maledicência e de preconceitos, tem ativa participação nos movimentos que empolgam a época, como a revolta, em 1880, contra o imposto do vintém nas passagens dos bondes, a abolição da escravatura, finalmente alcançada em 1888, e a implantação da República no ano seguinte.
Em 1885, na terceira tentativa, consegue com que uma peça de sua autoria, A Corte na Roça, seja encenada. (as duas anteriores com músicas suas, Viagem ao Panasco e Festa de São João, não foram aceitas pelo fato de ser mulher e não haver precedente.) Torna-se, assim, a primeira compositora brasileira a ser levada à cena. Nesse mesmo ano, consagra-se igualmente como a primeira mulher a dirigir uma orquestra, portanto a primeira maestrina que tivemos.
Em 1899, compõe a marchinha de rancho Abre Alas, considerada a primeira música composta especialmente para o carnaval, desde então símbolo do mesmo, ainda que decorrido todo um século.
Levantou também a bandeira do direito autoral. Era a única mulher entre os 21 fundadores, em 1917, da SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais).

Em 1933, era levada à cena sua última peça original, Maria, tendo texto de Viriato Corrêa, com quem tinha marcado os êxitos memoráveis de A Sertaneja, em 1915, e Juriti, em 1919.
Até falecer, em 28.2.1935, no Rio de Janeiro, com 87 anos.

 



 Escrito por cabelinho de fogo às 12:50 PM
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