O marido da esposa rs.. + um modernista da gema.
**ver link na foto
Ismael Nery
(Belém PA 1900 - Rio de Janeiro RJ 1934)
Nasceu em Belém do Pará, em 1900. Nove anos depois, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, mesmo ano da morte de seu pai. Em 1915, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes. Viajou pela Europa em 1920, onde estudou na Academia Julian, em Paris.
De volta ao Brasil, trabalhou como desenhista da Seção de Arquitetura e Topografia da antiga diretoria do Patrimônio Nacional do Ministério da Fazenda, onde conheceu o poeta Murilo Mendes que se tornaria seu grande amigo. Em 1922, casou-se com a poetisa e jornalista Adalgisa Ferreira, que se transformou em modelo constante em suas obras. Dessa união nasceram dois filhos. Nessa época realizou obras de tendência expressionista. Em 1924 ilustrou o livro Contos e Poemas Bíblicos, de Nelson Catunda. Seus poemas foram publicados postumamente na revista A Ordem, números de fevereiro e abril, por iniciativa de Murilo Mendes.
Em 1926, deu início ao seu sistema filosófico de fundamentação católica e neotomista, denominado por Murilo Mendes de Essencialismo. Sabe-se que a abstração de tempo e espaço fundamenta suas idéias principais. No entanto, Ismael Nery nunca chegou a escrever sobre elas. Apenas depoimentos de amigos e alguns poemas seus referem-se a essa filosofia.
Em 1927 fez nova viagem a Europa, onde entrou em contato com Chagall e outros surrealistas. Sua obra plástica sofreu, também, a influência metafísica de De Chirico e do cubismo de Picasso. Seus temas remetem-se sempre à figura humana. São retratos, auto-retratos e nus. São ausentes os temas nacionais, indígenas e afro-brasileiros. Nery seguia uma orientação menos regionalista, considerada por ele limitada.
Dedicou-se a várias técnicas aplicadas em desenhos e ilustrações de livros. Foi, também, cenógrafo. Nos últimos anos de vida escreveu muitos poemas, tendo destruído sua maioria. Sua esparsa, porém significativa obra poética vincula-se à segunda geração do Modernismo. Murilo Mendes escreveu sobre seus poemas: "o germe da poesia, essencial ao teu ser, se prolongará através das gerações." Mendes preservou alguns desenhos e poesias de seu amigo, tendo sido responsável pela redescoberta de Nery nos anos 60.
Em 1931, contraiu tuberculose. A partir daí, suas figuras tornaram-se mais viscerais e mutiladas. Em 1934, aos trinta e três anos de idade, morreu no Rio de Janeiro.
Em 1946 ocorreu a publicação de oito de seus poemas na Antologia de Poetas Brasileiros Bissextos Contemporâneos, organizada por Manuel Bandeira.
Escrito por Sininho às 3:17 PM
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